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Inhaler no Lolla: banda de filho do Bono já abriu shows do Arctic Monkeys e se inspira em Harry Styles

Banda irlandesa se apresenta nesta sexta (28) no Lollapalooza. Ao g1, músicos falaram sobre vinda ao Brasil e o que aprenderam com Harry Styles e Arctic Monkey...

Inhaler no Lolla: banda de filho do Bono já abriu shows do Arctic Monkeys e se inspira em Harry Styles
Inhaler no Lolla: banda de filho do Bono já abriu shows do Arctic Monkeys e se inspira em Harry Styles (Foto: Reprodução)

Banda irlandesa se apresenta nesta sexta (28) no Lollapalooza. Ao g1, músicos falaram sobre vinda ao Brasil e o que aprenderam com Harry Styles e Arctic Monkeys. Inhaler se apresenta no Lollapalooza 2025 Reprodução/Lewis Evans A banda irlandesa Inhaler é uma das atrações desta sexta (28) no Lollapalooza 2025. De todo o line-up desta edição, esse é um dos nomes mais "Lolla raiz": quatro jovens de cabelos desgrenhados, brinquinho na orelha e músicas entre o rock alternativo e o pop. Com três discos lançados, a banda já vai bem nas paradas britânicas e irlandesas, mas ainda não é reconhecida mundialmente. Veja o que você precisa saber sobre o Inhaler: Leia a entrevista do grupo para o g1 Vocalista é nepobaby, mas não se importa O vocalista Elijah Hewson é filho de Bono, do U2. Ele já até disse ao g1 que “nunca teve um caminho fácil” por ser filho de quem é, mas tentava pedir conselhos ao pai. O cantor tem um timbre muito similar ao de seu pai - o que o torna um ótimo cantor e casa bem com as músicas do Inhaler, mas claro, torna a comparação ainda mais inevitável. Felizmente, se isso já foi uma questão para o garoto, já não é mais. Apesar dos pedidos da assessoria para que Bono não fosse mencionado na entrevista ao g1, Elijah, hoje com 25 anos, diz que não se importa em ser "o filho de alguém". “Não sei se [não ser associado a Bono] é o objetivo. Sempre serei filho dele. Não posso mudar isso. E não gostaria. Mas eu acho que o que mudou é que temos nosso próprio tipo de público que não está mais interessado nesse lado das coisas e eles estão mais interessados ​​na música. Nós não temos problemas com pessoas venham nos ver por esse motivo. Tem sido bom”, diz Elijah. Bons exemplos O Inhaler teve com quem aprender ao longo da carreira: a banda abriu shows de Arctic Monkeys e Harry Styles, dois grandes fenômenos do pop rock atual. O baterista Ryan McMahon contou que, com eles, aprenderam a ser "muito verdadeiros consigo mesmos". "Se você continuar assim, seu público irá junto nessa jornada com você. É o que eu senti, pelo menos”. Como Styles, eles também brincam com o rótulo "pop": segundo eles, mais no estilo "Time to Pretend", do MGMT, que "Espresso", de Sabrina Carpenter. "Eu acho que todo mundo meio que ama música pop. Se eles dizem que não, é meio que um 'prazer culpado'", afirma Elijah. "Quando você diz música pop, eu acho que muitas pessoas têm um preconceito. Como se você estivesse sendo artificial ou como se estivesse tentando manipular o público. Para nós, é só que estamos escrevendo músicas que realmente gostamos. E sempre pareceu muito orgânico e natural. Mas sim, pop é uma palavra 'suja' no mundo do rock e estamos tentando mudar isso". Banda irlandesa Inhaler Reprodução/Lewis Evans Para eles, há um jeito pop de fazer as coisas que pode (e deve) ser aplicado ao resto. "Acho que uma das coisas que realmente sinto falta sobre quando o rock era reinante, são os refrãos. Eu sinto que o indie rock esqueceu como escrever um bom refrão. Não estou dizendo que nós deciframos como fazer isso. Mas é definitivamente uma prioridade para nós". Experiência com festivais Eles têm experiência com esse tipo de evento, já tendo passado por eventos de grande porte como o Glastonbury e Reading Festival. Mesmo assim, eles dizem estar ansiosos, e pretendem usar essa emoção como "combustível". "É emocionante que estejamos fazendo isso há quase 10 anos ou algo assim, e é estranho que ainda tenhamos coisas novas para descobrir. Nos faz sentir jovens novamente", brinca Elijah. Banda irlandesa Inhaler toca no Lollapalooza 2025 Reprodução Para eles, fazer parte do line-up de festivais como o Lolla é "assustador", no bom sentido. "Nós sempre sentimos que não pertencíamos ali no começo, mas acho que estamos nos acostumando agora. E eu só quero estar na multidão o tempo todo, no festival. Eu só tenho inveja das pessoas na multidão". "Pode ser que eu faça um pouco de crowd surfing", acrescenta Elijah, ao que Ryan acrescenta: "Eu posso te garantir que eu não vou". Primeira vinda ao Brasil A vinda neste mês será a primeira vez dos irlandeses no Brasil - nenhum dos músicos veio ao país, nem mesmo para passar férias. Para eles, o Brasil tem a ver com bossa nova (“É daí, certo?”), shows em Copacabana e, curiosamente, o hábito de pular sete ondinhas. “Uma das minhas boas amigas quando criança era brasileira e ela sempre costumava ter essa festa de Ano Novo que era tipo tradicional, que você pula no mar... Vestido de branco e tudo. Mas nós estávamos fazendo isso em Dublin, então estava congelando”. A outra lembrança é a apresentação "realmente famosa" dos Stones em Copacabana, em 2006. “Esse é o nosso sonho. Um dia!”. Lolla 2025 é marcado por atrações nem tão conhecidas, mas com hits virais